<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7297460167079658489</id><updated>2011-11-14T17:47:21.872Z</updated><title type='text'>em poucas palavras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosporcontar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7297460167079658489/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosporcontar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lília Mata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/SXIpw_8LKrI/AAAAAAAABBs/gkftYE6CdAY/S220/IMG_1299.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7297460167079658489.post-8616202909793201695</id><published>2011-02-26T19:03:00.006Z</published><updated>2011-03-19T19:12:59.623Z</updated><title type='text'>Dentro de uma mão fechada</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:100%;" &gt;A minha mãe pequenina desejava uma agulha para bordar e o  meu tio Fortunato deu-lhe dois tostões para que a fosse comprar à venda  do China. A  agulha custava, afinal, três tostões mas o China perdoou o tostão que  faltava e passou-lhe para as mãos pequeninas a agulha embrulhada num  papel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: left; font-weight: bold;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:100%;" &gt;No caminho de regresso, não correu nem saltou. De vez em  quando, parava com o coração aos pulos: Abria o papel devagar e depois  de confirmar que a agulha continuava lá, voltava a fechá-lo com cuidado. A  preocupação com a agulha fez com que abrisse várias vezes o papel, na  vereda sombreada de pinheiros, no percurso entre a venda do China e a  casa dos meus avós. Já atrás do Palheiro do Ti Simeão, faltava já menos  de metade do caminho, voltou a abrir o papel e...a agulha tinha  desaparecido.&lt;br /&gt;Com um grito, primeiro silencioso e ainda com  esperança, procurou-a entre a faúlha que cobria a vereda e por entre as  ervas que a ladeavam. Nada. Voltou atrás, até o sítio onde a tinha visto  pela última vez. Procurou, procurou, já toda desfeita em lágrimas, mas a  agulha nunca apareceu.&lt;br /&gt;Chegou a casa apenas com o papelinho embrulhado dentro da mão pequenina e um enorme desgosto.&lt;br /&gt;Sempre  que volta a contar esta história, a voz da minha mãe carrega um  bocadinho desse desgosto, embora se ria com a lembrança. E eu, sempre  que a ouço, memorizo dentro de mim a lição de que a demasiada  preocupação em manter algo de que gostamos, a angústia causada pelo medo  de não a conseguirmos agarrar para sempre, é meio caminho para a  perdermos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(17, 17, 17);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7297460167079658489-8616202909793201695?l=contosporcontar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosporcontar.blogspot.com/feeds/8616202909793201695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosporcontar.blogspot.com/2011/03/dentro-de-uma-mao-fechada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7297460167079658489/posts/default/8616202909793201695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7297460167079658489/posts/default/8616202909793201695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosporcontar.blogspot.com/2011/03/dentro-de-uma-mao-fechada.html' title='Dentro de uma mão fechada'/><author><name>Lília Mata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/SXIpw_8LKrI/AAAAAAAABBs/gkftYE6CdAY/S220/IMG_1299.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7297460167079658489.post-8309127524385976047</id><published>2009-03-29T17:48:00.004Z</published><updated>2009-03-29T18:16:14.835Z</updated><title type='text'>O bilhete da lotaria</title><content type='html'>Não sei o que o meu tio teria feito com a lotaria, caso alguma vez a tivesse ganho. Sei que todas as quintas feiras o meu tio ia à cidade de propósito para comprar um bilhete da lotaria. O meu tio barbeava-se, vestia uma roupa de sair, colocava o chapéu cinzento na cabeça e percorria uma vereda durante quase uma hora, até apanhar um horário que o deixava no Campo da Barca. Daí seguia a pé pelas ruas, aposto que olhando para tudo, apreciando e respirando a azáfama citadina. O meu tio cumprimentava as pessoas conhecidas com quem se cruzava com uma mãozada forte. Imagino que às vezes entrava no mercado e às vezes comprava bacalhau numa loja da Fernão de Ornelas e talvez tomasse uma bebida com um conhecido numa tasca e talvez aproveitasse para engraxar os sapatos. E então chegava o momento em que o meu tio entrava na casa de lotarias e comprava o bilhete que tinha sempre o mesmo número. Durante toda a sua vida o meu tio apostou no mesmo número da lotaria e nunca lhe saiu nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7297460167079658489-8309127524385976047?l=contosporcontar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosporcontar.blogspot.com/feeds/8309127524385976047/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosporcontar.blogspot.com/2009/03/o-bilhete-da-lotaria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7297460167079658489/posts/default/8309127524385976047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7297460167079658489/posts/default/8309127524385976047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosporcontar.blogspot.com/2009/03/o-bilhete-da-lotaria.html' title='O bilhete da lotaria'/><author><name>Lília Mata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/SXIpw_8LKrI/AAAAAAAABBs/gkftYE6CdAY/S220/IMG_1299.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7297460167079658489.post-4909862073769058834</id><published>2009-03-29T13:39:00.001Z</published><updated>2009-03-29T13:47:03.432Z</updated><title type='text'>Os pombos e o velho carvalho</title><content type='html'>Junto à casa do meu avô havia um velho carvalho. No velho carvalho junto à casa do meu avô pousavam dezenas de pombos. Os pombos que pousavam no velho carvalho junto à casa do meu avô eram livres mas voltavam sempre ao mesmo ramo. O meu avô olhava para o velho carvalho e seguia a vida dos pombos, sabia quem estava em casa e quem não estava, sabia tudo e o que não sabia não queria saber. O meu avô era feliz enquanto olhava para o velho carvalho junto à casa. Esse amor de distância fazia feliz o meu avô.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7297460167079658489-4909862073769058834?l=contosporcontar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosporcontar.blogspot.com/feeds/4909862073769058834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://contosporcontar.blogspot.com/2009/03/os-pombos-e-o-velho-carvalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7297460167079658489/posts/default/4909862073769058834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7297460167079658489/posts/default/4909862073769058834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosporcontar.blogspot.com/2009/03/os-pombos-e-o-velho-carvalho.html' title='Os pombos e o velho carvalho'/><author><name>Lília Mata</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10067090615519901219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_B_OTtTSqHEo/SXIpw_8LKrI/AAAAAAAABBs/gkftYE6CdAY/S220/IMG_1299.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
